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Domingo… Tudo fechado, chovendo…Chegando do trampo em casa e … FOME !!!

Vida de solteiro é assim mesmo. Mas quando a geladeira mostra algumas soluções a preguiça vai embora. Em Santa Bárbara d´Oeste tem uma açougue que só vende carne de porco ! É rocambole, alcatra, picanha, tudo de palmeirense… Trouxe alguns tipos de linguiças caseiras : de rúcula, com mandioca e presunto com queijo há 3 semanas. Só achava que todas tinham acabado. Mas não…..

Tinham duas numa bandeja quase sumidas atrás de um caldo de camarão. Azeite na frigideira, uma colher de mostarda Dijon no prato e voilá ! Um provolone aberto, tres ovos, umas ervas sêcas (sálvia, tomilho e alecrim), meio tomate e pronto : um omelete !

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A melhor surpresa ainda estava numa cerva estilo Vienna (deitada atrás de umas Heinekens, e que julgava já bebida). Adendo aqui: cerveja especial, ao contrário do vinho, deve ser mantida em pé na geladeira (diminui o contato de oxigênio na garrafa e  os sedimentos ficam depositados no fundo. Se bem que eu adoro dar aquela “reboladinha” e experimentar o fundinho.)

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A Vienna da Bierland, de Blumenau (terra da Oktoberfest tupiniquim) , é superpremiada em grandes concursos internacionais. Confesso que sou um apreciador de cerveja que me apego muito aos rótulos que gosto de cara.Tem cervejeiro que vai mais pelas novidades da prateleira, e até invejo este desapego, rsrsr. Toda vez que encontro esta Viena tenho que levar uma prá casa.

O estilo Vienna, capital da Áustria, surgiu no séc. 19 (por lá , é claro). Foi popular nos Estados Unidos pré-lei sêca. Quase desapareceu depois que os “puritanos” praticamente exterminaram a cultura cervejística estadunidense (como gostam de chamar os “vermelhinhos” comunistas). O estilo sobreviveu, levado para o México, e hoje também faz sucesso nos EUA graças ao movimento apoteótico das “pequenas” cervejarias norte-americanas. Fonte : Site http://www.simposiodacerveja.com.br/

Esta Vienna, apesar de ser uma Lager (com fermentação em temperatura mais baixa, e em “tese”, com menos “pegada” no aroma e sabor), apresenta uma um corpo maltado bacana e até um certo dulçor, bem balanceado com o amargor do lúpulo. Acredito que é um bom “segundo” passo prá um iniciante no mundo cervejeiro (o primeiro, quase sempre, é fincado nas Weiss, “trigo”). O aroma floral do lúpulo ,de cara , anuncia uma coisa nova para os “novos felizes cervejeiros”. $ 18,60 (600ml)

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A harmonização ficou bacana com o omelete suave, já que o provolone não era daqueles de “arder o palato”, e as linguiças (pernil,queijo e presunto), também “meia boca” nos quesitos salgado e gordura. A mostarda Dijon deu um contraponto interessante que a breja escolhida deu conta de neutralizar.

 

ABRAÇO

PANÇA CHEIA 

SAUDAÇÕES !!!

Salvador, 24 de maio de 15