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Um cozinha um pouco aqui, outro rala a panela ali. Uma cerva chega na sacola térmica e vai fazer companhia as outras, que já estavam no congelador. É assim que se faz um domingo de primeira.E com comida boa. Aproveito prá dar essa receita que peguei num site de cervejeiros recentemente. Dou a minha versão desse Buraco Quente.

 

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O Buraco Quente original, que faz sucesso em muitos bares paulistas, é feito com carne moída. A origem é portuguesa ou alemã. Há controvérsias. A minha versão levou alcatra, mas acho que fica melhor ainda com uma maminha ou fraldinha, já que alcatra quase não tem gordura e, nesse caso, ela pode ser benvida.

 

BURACO QUENTE

700 gramas de alcatra

uma cerveja preta barata (pode ser a velha malzibier ou uma Xingu, e não rime)

um pedaço de toucinho 

um pedaço de bacon

um pimentão

louro

noz moscada

três dentes de alho

uma cebola

 azeite

salsinha

uma pimenta de cheiro

 

COMO FAZER

Esquente a panela e tire a gordura da barriga de porco , um fio de azeite e coloque os alhos. Sele os pedaços de alcatra e reserve. Jogue a cebola,o bacon e o pimentão bem picadinhos e raspe com uma colher de pau todo resíduo da carne que grudou na panela. Volte a carne na panela e despeje a cerveja e o louro. Deixe cozinhando em fogo baixopor uns 10 minutos.Complete com água, se necessário, e leve prá pressão por uns 40 minutos. Desfie, raspe noz moscada e jogue a pimenta picadinha sem sementes. Deixe reduzir e sirva a carne em metades de pão francês (de sal). Polvilhe com salsinha.

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A gente bebeu uma schwarzbier alemã , lager pero con propriedad, que cortou bem legal o sal e untuosidade do Buraco.

O prato principal foi feito pela Dona Paula : um belíssimo Arroz de Braga (Vinoteca/Alphaville) com uns chouriços espanhóis com muita personalidade. Este ícone português desceu acompanhado de algumas Heinekens.  

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Ainda teve muita cerveja…

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O sabor forte do Queijo de Cabra Defumado, com essa IPA season californiana, ficou ainda mais claro na boca.

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A sobremesa, Mousse de Chocolate, caiu bem com a Travessia , da Theresópolis. Não tinha experimentado esta Tripel que ficou massa com o mousse.

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E a cerveja da noite foi esta artesanal italiana prá quem valoriza “personalidade”. Acética,refrescante e licorosa, a Nora (Baladin) me surpreendeu por mostrar uma “patada” de alcoolicidade. Pesquisei depois e vi que , entre as peculiaridades desta ale, está um cereal egípcio : o kamut.  “- Prazer papapagaio !”

Egípcia ou não, é fabulosa…

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INESQUECÍVEL COMO A AMIZADE.

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ABRAÇO

PANÇA CHEIA

SAUDAÇÕES  

 

Salvador, 22 de fevereiro de 16

Domingo… Tudo fechado, chovendo…Chegando do trampo em casa e … FOME !!!

Vida de solteiro é assim mesmo. Mas quando a geladeira mostra algumas soluções a preguiça vai embora. Em Santa Bárbara d´Oeste tem uma açougue que só vende carne de porco ! É rocambole, alcatra, picanha, tudo de palmeirense… Trouxe alguns tipos de linguiças caseiras : de rúcula, com mandioca e presunto com queijo há 3 semanas. Só achava que todas tinham acabado. Mas não…..

Tinham duas numa bandeja quase sumidas atrás de um caldo de camarão. Azeite na frigideira, uma colher de mostarda Dijon no prato e voilá ! Um provolone aberto, tres ovos, umas ervas sêcas (sálvia, tomilho e alecrim), meio tomate e pronto : um omelete !

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A melhor surpresa ainda estava numa cerva estilo Vienna (deitada atrás de umas Heinekens, e que julgava já bebida). Adendo aqui: cerveja especial, ao contrário do vinho, deve ser mantida em pé na geladeira (diminui o contato de oxigênio na garrafa e  os sedimentos ficam depositados no fundo. Se bem que eu adoro dar aquela “reboladinha” e experimentar o fundinho.)

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A Vienna da Bierland, de Blumenau (terra da Oktoberfest tupiniquim) , é superpremiada em grandes concursos internacionais. Confesso que sou um apreciador de cerveja que me apego muito aos rótulos que gosto de cara.Tem cervejeiro que vai mais pelas novidades da prateleira, e até invejo este desapego, rsrsr. Toda vez que encontro esta Viena tenho que levar uma prá casa.

O estilo Vienna, capital da Áustria, surgiu no séc. 19 (por lá , é claro). Foi popular nos Estados Unidos pré-lei sêca. Quase desapareceu depois que os “puritanos” praticamente exterminaram a cultura cervejística estadunidense (como gostam de chamar os “vermelhinhos” comunistas). O estilo sobreviveu, levado para o México, e hoje também faz sucesso nos EUA graças ao movimento apoteótico das “pequenas” cervejarias norte-americanas. Fonte : Site http://www.simposiodacerveja.com.br/

Esta Vienna, apesar de ser uma Lager (com fermentação em temperatura mais baixa, e em “tese”, com menos “pegada” no aroma e sabor), apresenta uma um corpo maltado bacana e até um certo dulçor, bem balanceado com o amargor do lúpulo. Acredito que é um bom “segundo” passo prá um iniciante no mundo cervejeiro (o primeiro, quase sempre, é fincado nas Weiss, “trigo”). O aroma floral do lúpulo ,de cara , anuncia uma coisa nova para os “novos felizes cervejeiros”. $ 18,60 (600ml)

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A harmonização ficou bacana com o omelete suave, já que o provolone não era daqueles de “arder o palato”, e as linguiças (pernil,queijo e presunto), também “meia boca” nos quesitos salgado e gordura. A mostarda Dijon deu um contraponto interessante que a breja escolhida deu conta de neutralizar.

 

ABRAÇO

PANÇA CHEIA 

SAUDAÇÕES !!!

Salvador, 24 de maio de 15